Após o acréscimo salarial em janeiro do corrente ano de R$ 26,7 mil para R$ 33,7 mil, os deputados federais brasileiros foram agraciados com reajuste de cotas e ajudas de custo. A partir de agora os parlamentares receberão mensalmente mais de R$ 175 mil de salário, sendo R$ 141 mil por mês em benefícios e R$ 33.763,61 de remuneração, o que totaliza R$ 176.354,61 por mês aos cofres públicos.

O aumento nos benefícios, que servem, entre outros fins, para custear passagens aéreas, pagar salário de assessores, alugar carro ou avião e contratar segurança privada, compreende parte das promessas de campanha de Eduardo Cunha (PMDB/RJ) para a presidência da Câmara.

A cota parlamentar – ou “cotão” – varia conforme o estado, sendo Roraima o detentor de maior valor, passando de R$ 41.612,80 para R$ 45.241,45. Já o Distrito Federal, pela proximidade da Casa, tem o menor “cotão”: R$ 30.417,31, R$ 2.439,65 a mais do que o mês passado.
Assim, só de salário, o brasileiro paga R$ 17,3 milhões ao mês para custear a permanência dos 513 deputados federais no cargo.
Percentuais de reajuste

“Cotão” - Aumentou em 8,72% em todos os estados. Entre os aditamentos englobados no benefício que os deputados recebem estão passagens aéreas, uso de telefone, acesso à internet e alimentação, além de locação de aeronaves, combustíveis e serviços de seguranças.

Verba de gabinete - Cresceu em 18%, passando de R$ 78 mil para R$ 92 mil, valor utilizado para pagamento de funcionários dos gabinetes dos políticos que, não pode ultrapassar 25 servidores. O mínimo são cinco funcionários.

Auxílio-moradia parlamentar – Sofreu reajuste de 10,5 %, aumentando de R$ 3.800 para R$ 4.243.