Dinho, volante que jogou no tricolor em 1998,  naquela bela campanha no brasileirinho que por pouco não promoveu o acesso do clube, foi entrevistado no microfone esportivo da Rádio Capital do Agreste esta semana com o repórter Roberto Carioca e relembrou este ano marcante na história do clube.

Atualmente residindo na região de Nossa Senhora da Glória, sua terra natal, hoje continua trabalhando na área esportiva, chegando inclusive a treinar o time de Dores na segundona recentemente.

Torcida do Itabaiana em Florianópolis

“Naquele ano de 98, nós tinhamos um elenco muito forte. Brigamos pelo bí-campeonato sergipano, já que éramos os atuais campeões do estado no ano anterior, em 1997,  mas conseguimos brilhar mesmo foi na Séri C deste ano, quando chegamos ao quadrangular final”, disse Dinho.

Naquela competição, o Itabaiana enfrentou o São Raimundo do Amazonas nas oitavas e em dois jogos emocionantes, garantiu sua vaga. Foi um empate em 2 x 2 no Médice, quando perdia por 2 x o, e depois ficou no novo empate com a Estádio Vivaldo Lima lotado de azul e branco.

“Eu estava lá transmitindo aquela decisão de vaga. O Vivaldão cheinho com toda a torcida amazonense ao lado do time da casa. O goleiro Ricardo foi a maior estrêla no jogo. A nossa classificação só saiu nos pênaltis. A festa foi enorme ainda na cidade de Manaus, antes do retorno a Sergipe”, relembra o repórter Roberto Carioca, que trabalhava nas rádios Princesa da Serra de Itabaiana e Liberdade AM de Aracaju.

No quadrangular, o tricolor pegou o São Caetano e empatou fora e goleou em casa, mas perdeu para o Anapolina na última rodada e não foi feliz com o Avaí no Médice. !Foi lamentável, e inesquecível aquele campeonato. Fizeram um jogo de compadres entre Avaí e São Caetano e nós ficamos somente em 3º lugar”, conta o volante que naquele time era reserva.

“A estréia foi aqui na serra diante do Anapolina, e depois saímos para São Caetano onde empatamos em 0 x0.  E de lá, viajamos para Florianópólis no dia posterior a esta quarta à tarde no ABC paulista. Com o estádio Ressacada totalmente cheio, arrancamos o 1 x 1 com gol de Clay, artilheiro tricolor  em grande fase, mas na volta tropeçamos contra o mesmo Avaí perdendo pçor 2 x 1 com gol de Missinho e fomos para o tudo ou nada recebendo os paulistas do presidente polêmico, senhor Nairo. Vencemos por 3 x 0 em uma quinta à noite no Médice, mas na sexta houve algo estranho no elenco e  na decisão para subir o time fez vergonha a sua gloriosa torcida em Anapolis no Estádio Jonas Duarte ao ser impiedosamente goleado tomando de 5  x 0 em um comportamento muito estranho de alguns atletas do elenco do time sergipano”, contesta o radialista do dia a dia do tremendão.

Neste domingo trágico para o nosso futebol, lá estavam na arquibancada da cidade que fica entre Goiânia e Brasília a torcida tricolor com João Cândido, Edvaníldo, e muitos outros que foram de carro. O cronista Roberto Carioca, que ficou hospedado em Goiânia, foi um dos que mais sentiu aquela derrota, pois se vencesse o jogo, o Itabaiana subiria para a Série B de 1999,  já que houve empate no jogo da marmelada entre paulistas e catarinenses que terminou sem vencedor e deu o título ao Avaí. O São Caetano açeitou o vice, mas subindo e foi o que aconteceu.

Sobre o que teria ocorrido antes da viagem para Anápolis, nem mesmo o ex-volante Dinho se pronunciou, mas que houve algo estranho, isso aconteceu e o comportamento do Itabaiana em campo no interio goiano foi no mínimo assustador e suspeito naquele dia 06 de dezembro/98. O elenco tinho grandes nomes como os zagueiros Welington, Missinho, os volante Reginaldo e Dinho, meias como Valdeir e Nen, e atacantes como Clay e Pedro Costa, Reinaldo, sem falar no goleiro Ricardo.

O comando era do treinador Freitas com Sérgio Dória, seu preparadort fìsico. Já o São Caetano tinha o saudoso zagueiro Serginho, o atacante Táxi e o goleiro Silvio Luiz, que brilharam depois no time do ABC fazendo história. Em Santa catarina, esteve torcendo pelo Itabaiana no estádio, o seu ex-atacante Angioléti, que é de lá do sul do país e foi entrevistado por Carioca na Rádio Liberdade de Aracaju, na equipe que era comandada por Paulo Lacerda.

A emoção foi simplesmente deeemmaaaiiss, galera!