A demora na definição da competição que até hoje não divulgou sequer as sedes e os grupos das equipes participantes fez com que a maioria dos grandes times se reunissem e pensassem em uma nova alternativa para a copinha 2014. E foi aí que veio a resposta da FPF que chamou o São Paulo às pressas para uma conversa de pé de orelha.

O fim do boicote ao São Paulo na Copinha de 2014 se deu por pressão de Marco Polo Del Nero. O presidente da FPF descobriu que os clubes revoltados já articulavam nos bastidores a criação de um torneio alternativo no Rio de Janeiro, que contava até com apoio de um canal de televisão e a possível presença de grandes times da Europa.

O lançamento de uma nova competição paralela à Copa São Paulo de Futebol Júnior enfraqueceria a candidatura de Del Nero à presidência da CBF. Temeroso, o dirigente paulista correu para convencer o presidente são-paulino Juvenal Juvêncio a aceitar o Código de Ética. O Tricolor acatou o pedido e, com isso, se comprometeu a não contratar jogadores menores de 16 anos da base de outras equipes sem antes negociar com elas.

A competição alternativa envolvendo as categorias de base estava sendo estudada e liderada por Rubens Lopes, presidente da FERJ, que é rival de Del Nero e também sonha com a presidência da CBF. O dirigente carioca contava com apoio de Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Atlético-MG, Cruzeiro, Corinthians, Vitória, Coritiba e Sport.

A aceitação da pressão de Marco Polo Del Nero é mais uma prova da recente proximidade do São Paulo com a FPF. Candidato de Juvenal Juvêncio à presidência do Tricolor, Carlos Miguel Aidar já avisou que vai apoiar Del Nero como presidente da CBF.

Em Sergipe, o Confiança e o Itabaiana, participantes da Copa São Paulo, vivem um momento de muita ansiedade em torno de suas viagens sem saber para onde irão disputar a competição. A diretoria serrana torce bastante para que sua sede fique próximo a Diadema, ou Águas de Lindóia, interior paulista.

Roberto Carioca: A notícia com a marca da credibilidade!